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Biologia da Conservação

Biologia de Conservação é uma ciência nova. Se usarmos a criação da Society for Conservation Biology e a criação de sua mais importante revista Conservation Biology ela chegaria aos 30 anos em 2015. Comparando com outras ciências como a Geometria ou Filosofia, Biologia de Conservação ainda está na sua infância. Com certeza autores e livros anteriores foram muito importantes para construir o que hoje é conhecida como a Biologia da Conservação. Por exemplo, quando Charles Darwin escreveu em seu diário em 1835 depois de deixar Ilhas Galápagos que "Quando eu observo estas ilhas e comparo umas com a outras, e vejo que essas aves habitam um mesmo local da natureza embora com ligeiras variações, devo suspeitar que elas são apenas variedades" ele estava descrevendo pela primeira vez a ideia que está na base, em alguma parte, de todas as ações Biologia da Conservação: encontrar maneiras de preservar a variedade de espécies que por alguma coincidência vivem juntos na terra. Como qualquer adolescente esta nova ciência passou por muitos erros. Por anos a ideia da natureza que os biólogos conservacionistas estavam tentando proteger foi baseada em uma compreensão ingênua. Por exemplo, pensava-se que a floresta era simplesmente um monte de árvores crescendo juntas. Isto veio de Clement (1939) nos seus estudos sobre a sucessão florestal, que afirmava que era possível prever todas as mudanças no ambiente quando se sabe as condições iniciais. Os cientistas usaram as mesmas ideias para estudar populações selvagens e quaisquer outras alterações ambientais. Basicamente, a natureza era vista como uma entidade preso no tempo. Assim, depois de um certo estágio nenhuma alteração era visto em florestas ou qualquer outro ambiente natural, porque tudo estava em equilíbrio. Mesclando essas ideias com as suposições de economia sobre individualismo, conservacionistas expulsaram comunidades tradicionais que viviam em áreas florestais. Isso vinha da crença que em uma natureza equilibrada com pessoas egoístas tirando seu sustento de recursos naturais sempre iria levar a destruição a biodiversidade local. Como consequência, milhares de pessoas foram deslocadas. Depois de décadas tentando encaixar mudanças naturais em um modelo simples, os cientistos começaram a desistir. Nada dava certo e ninguém estava feliz. Sem contar que as ações levaram comunidades tradicionais à marginalização e à pobreza sem que se protegesse a natureza. Assim, novas ideias e teorias foram surgindo. Pesquisas começaram a mostrar que a natureza não era algo previsível. As alterações e distúrbios eram vistos o tempo todo. Ninguém poderia prever como seria uma floresta 10 anos à frente. Essa era uma tarefa impossível. Assim, a ideia de equilíbrio foi substituído por teorias de não-equilíbrio. Como consequência, hoje, a natureza é entendida como a área que as mudanças acontecem o tempo todo. Para compreendê-la é importante usar modelos complexos e caóticos. Todo mundo estava satisfeito com a ideia de natureza complexa. No entanto, eles começaram a perceber que as pessoas eram tão ou mais complexas que a natureza. Resumir pessoas simplesmente como organismos egoístas não poderia responder a qualquer pergunta sobre o comportamento ou a utilização de recursos naturais. As comunidades locais tinham regras locais e abordagens de cooperação. Eles começaram a chamar tais regras de propriedade comum. A idéia foi tão interessante que Elinor Ostrom a primeira que falou sobre o assunto ganhou o Prêmio Nobel de economia. Para resumir, biologia da conservação não é uma ciência fácil. Por exemplo, hoje poucas pessoas pensam que ela é apenas sobre proteção da biodiversidade. É preciso levar as pessoas em conta. Além disso, não importa o quanto os cientistas gostariam de que fosse simples, a natureza e as pessoas são muito mais complexas do que qualquer um poderia imaginar. Assim, para encontrar soluções para a interação mais equilibrada entre ambos é importante usar uma abordagem igualmente complexa .  
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Ecologia Política

Ecologia política é uma abordagem interdisciplinar na interface da economia política, antropologia, geografia e ecologia. Procura compreender as questões socio-ambientais com uma preocupação explícita com relações desiguais de poder, assim como com as disputas materiais e discursivas que moldam essas questões, assim evitando explicações simplistas e normativas das mudanças e conflitos ambientais.

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